Nas mãos cegas de Roberta

Porque a pintura é uma entidade mística
porque sou incapaz de refutar em cores –

a meditação em Eduardo Seiji
longos fios, desde o couro cabeludo
alçando sua ascese

despenteando-se
despertencendo.

Há um nível de sujeição que beira à indecência
por um fascínio de pura nostalgia

a ignorância do olhar colhido pelo erro
aprender in locus a heresia

requer coragem
sobre meu amor por formas puras

: a solidão do retrato de Alberta
os entre espaços de Edmar
as cores que se revelam no entardecer

de John Christian Dahl
Dresden sob a luz da lua.

Remedios Varos inventando Tilda Swilton
mulher saindo do psicanalista.

Ou a criança pastoreando azuis
sob um charco de estrelas
menino pastor de Lenbach

cuida para que
Helena Almeida não se desgarre

naquela inigualável travessia das mãos –
careca e comprida amada por cachorros

uma Jeanie Tomanek nunca levada a termo
porque se afundou em Rothko

linhagem
miragem

devir Ohtake.

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